Atividades econômicas ilustram cédulas de diversos países

Cafeicultura, extração de bauxita e pecuária são atividades de destaque em países como Colômbia, Jamaica e Mali.

​A busca pelo sustento e por fazer girar a economia desenvolve-se conforme a História das civilizações, especificidades geográficas e condições ecológicas. Conheça cédulas que espelham as atividades econômicas de seus países.

Colômbia – Café
O principal produto agrícola da Colômbia é o café, mundialmente famoso por ser de excelente qualidade. O café rege a economia colombiana desde os tempos coloniais. O país é o maior produtor mundial de café arábica lavado suave do mundo. Os principais destinos de exportação são os Estados Unidos e a Europa.

O café lavado precisa ser comercializado em até seis meses, no máximo, para que suas características não se percam, como o sabor ou a cor. Essa característica o diferencia do café brasileiro, que é natural, possui qualidade superior e pode ser armazenado por mais tempo.

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A extração de café foi retratada no reverso da cédula de 200 pesos ouro, de 1975. Em seu anverso, imagem da Catedral de Bogotá e a efígie de Simon Bolívar (1783-1830), militar venezuelano atuante na independência de colônias espanholas, como Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela.

Jamaica – Bauxita
A bauxita é uma rocha de coloração avermelhada, composta predominantemente de óxido de alumínio, e de itens como sílica, dióxido de titânio, óxidos de ferro e silicato de alumínio. A formação da bauxita resulta da decomposição de rochas alcalinas, provocada pela infiltração da água das chuvas nas rochas ao longo de milhões de anos. A coloração avermelhada é determinada pela presença de óxidos de ferro. A bauxita é a principal fonte natural de alumínio (terceiro elemento mais abundante na natureza).

Em 1970, a Jamaica chegou a ser o maior produtor mundial de bauxita, produzindo 12 milhões de toneladas (Mt) do total de 60 Mt produzidas no mundo naquele ano. Em 1990, a Jamaica ficou na terceira posição, com a produção de 11 Mt, atrás da Austrália (41 Mt) e da Guiné (17,5 Mt). Em quarto, estava o Brasil, com a produção de 9,7 Mt. Esses quatro países dominavam 70% da produção mundial de 115 Mt naquele ano. Em 2007, os principais países produtores eram a Austrália (64,0 Mt), a China (32,0 Mt) e o Brasil (24,7 Mt). Junto com a Guiné, a Índia e Jamaica, que produziam aproximadamente 15,0 Mt cada, esses países que concentram cerca de 85% da produção mundial que chegou a 195 milhões de toneladas naquele ano.

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Essa atividade econômica foi retratada no reverso da cédula de 10 dólares jamaicanos, por meio da vista de uma indústria de bauxita. No anverso da cédula, a efígie de George William Gordon, considerado herói nacional e precursor do nacionalismo jamaicano. Foi retratado também, no anverso da nota, o Brasão de Armas da Jamaica, que apresenta 5 abacaxis dentro da Cruz Vermelha inglesa, produto da economia jamaicana.

República do Mali – Pecuária e extração de algodão
A economia de Mali é baseada nas atividades agrícolas e pecuárias. Cerca de 10% da população é nômade; 80% da mão de obra dedica-se à pesca e à agricultura. O algodão é um dos principais produtos de exportação, extraído principalmente por força de trabalho feminina. Ultimamente, a agricultura tem sido prejudicada pelo processo de desertificação. Além do algodão, Mali também produz legumes, arroz e milho. O setor industrial resume-se, basicamente, ao segmento têxtil. No ramo da pecuária, a concentração está na criação de bovinos, ovinos, caprinos e aves.

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A pecuária foi retratada no anverso da cédula de 5 mil francos, de 1971, enquanto no anverso há alusão à extração de algodão. A cédula faz parte da terceira séria emitida pelo Banco da República do Mali, que iniciou suas atividades em 1960, no ano da independência nacional.

Islândia – Pecuária e Criação de ovelhas
A Islândia possui duas vezes mais ovelhas do que humanos em seu território. Os carneiros, as ovelhas e os cordeiros do país ficam em estábulos de outubro a maio e são soltos na primavera para pastar livremente durante todo o verão. Com a aproximação do outono, os fazendeiros islandeses se reúnem e saem em um esforço conjunto em busca dos animais. O “recolhimento dos carneiros” é uma das mais antigas tradições culturais do país, inclusive, um evento turístico que atrai diversas pessoas.

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O reverso da cédula de 100 coroas da Islândia, de 1961, é estampado com um rebanho de ovelhas. Em segundo plano, vemos o vulcão Hekla, famoso por ser um dos mais ativos da Islândia. No anverso, a efígie de Tryggvi Gunnarsson, pioneiro no comércio, político e diretor do Banco Nacional da Islândia (National Bank of Iceland- NBI).

República Democrática do Congo – exploração de diamantes
O Congo é um dos principais produtores mundias de diamantes. A antiga formação geológica do Continente Africano, constituída por grandes e antigas placas tectônicas com rupturas em algumas regiões, permitiu a formação de grandes lagos de origem vulcânica. O solo dessa região abriga uma riqueza de minerais, como o cobalto, o cobre, a bauxita e grandes reservas de diamantes.

A mineração de diamantes na República Democrática do Congo é realizada de duas formas: por grandes empresas corporativistas que utilizam máquinas e técnicas modernas para a extração tanto no leito quanto em profundidades maiores de lagos e rios. A outra forma é artesanal, executada por pequenos grupos de pessoas que utilizam ferramentas rudimentares como pás, picaretas e enxadas, além de peneiras para a separação dos minerais e seleção dos diamantes.

Apesar da exportação de diamantes representar 28% do PIB, o Congo possui um dos menores índices de desenvolvimento humano do mundo, já que uma boa parte dos diamantes explorados não são declarados ao governo, servindo para patrocinar conflitos armados que assolam o país.

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A cédula de 500 francos congoleses, de 2004, apresenta em seu anverso a imagem de três garimpeiros explorando artesanalmente diamantes no estreito de um rio com um grande diamante ao fundo, além de três diamantes sobrepostos no canto direito da cédula. Um elemento de segurança da cédula é a estampa com a marca d’água de um ocapi (Okapia johnstoni), mamífero nativo da República Democrática do Congo ao fundo. O reverso da cédula apresenta no canto inferior, a legenda “le contrefacteur est puni de servitude penale – o infrator será punido com trabalhos forçados”, além de uma representação da exploração artesanal de diamantes no estreito de um vale em meio a uma floresta tropical.

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