Banco Central assume presidência do Conselho de Diretores da Aliança para Inclusão Financeira

O diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central, Isaac Sidney Menezes, assumiu a presidência do Conselho de Diretores da Aliança para Inclusão Financeira (AFI, na sigla em inglês). O mandato é de dois anos. Formada por representantes de mais de 90 países, a AFI busca promover o acesso a serviços financeiros e bancários, além de estimular o desenvolvimento de políticas públicas que facilitem esse acesso.

“Temos muito orgulho de sermos membros da AFI. Tenho acompanhado de perto o amadurecimento da instituição que, a cada dia, depende menos de doadores externos e se financia pelos seus próprios membros. Prova desse amadurecimento é o número de países que tem passado a integrar a AFI e a contribuir financeiramente como membro da organização. Tivemos recentemente, por exemplo, a entrada da Argentina, um país importante para o contexto regional da América Latina. Novos membros trazem ideias, motivação e estimulam outros países a se juntarem a nós”, afirmou Isaac Sidney na cerimônia de posse, realizada durante o Fórum de Política Global 2017, ocorrido no Egito, entre os dias 13 e 15 de setembro.

Durante o evento, foi aprovada a expansão do Conselho de Diretores, que passou a ter nove integrantes em vez de sete. “Embora a AFI seja uma organização relativamente jovem, já assumiu um papel de destaque e prestígio junto à comunidade internacional, consolidando-se cada vez mais como organização líder e referência mundial em políticas para a inclusão financeira dos menos favorecidos. (…) A expansão dará à Diretoria uma maior cobertura geográfica e uma maior diversidade na sua composição. Parabenizo e saúdo os novos países membros do Conselho de Diretores: Samoa, Egito, Mongólia e saúdo também o Banco Central dos Estados da África Ocidental, representando seus oito países membros”, afirmou.

Ele lembrou ainda que os avanços tecnológicos devem ser explorados na promoção da inclusão financeira. De acordo com o novo presidente da AFI, as fintechs são capazes de oferecer serviços financeiros inovadores com mais agilidade, menor custo e menos burocracia. “Ao utilizarem a tecnologia e novos métodos na avaliação de risco, por exemplo, as fintechs têm se destacado na promoção do acesso ao crédito pelos cidadãos ainda não bancarizados. Esse grande avanço da tecnologia, no entanto, tem que ser acompanhado por um ambiente regulatório que dê segurança, tanto ao usuário das fintechs, como aos empreendedores que desejam atuar nesse segmento.”

Em novembro de 2016, o Banco Central assumiu o compromisso de liderar, junto com a Costa Rica, a iniciativa para a inclusão financeira da América Latina e Caribe (Filac). Além disso, o país assinou Acordo de Cooperação Técnica com os bancos centrais dos países de língua portuguesa. “Essas iniciativas potencializam o desenvolvimento de políticas de inclusão financeira mais especificas para as necessidades locais”, destacou Isaac Sidney.

Fonte

Adicionar comentário