Dólar inverte a tendência, passa a subir e vai a R$ 5,20

Após abrir a sessão desta terça-feira (14) em queda, o dólar inverteu a tendência e passou a subir ante o real. Por volta das 12h50, a moeda avançava 0,36% e era cotada a R$ 5,204. Na abertura, às 9h, o dólar chegou a cari 0,6% e ir a R$ 5,17.

Na última semana, o real havia se recuperado durante quatro dias consecutivos, o que foi interrompido na segunda-feira (13), quando o dólar se valorizou mais de 2% ante a moeda brasileira.

O Banco Central ofertará neste pregão até 10 mil contratos de swap cambial com vencimento em outubro de 2020 e janeiro de 2021.

Histórico

O dólar começou a semana em forte alta ante o real, puxado pelo movimento da moeda no exterior, numa segunda-feira (13) de maior cautela diante do risco de recessão econômica mundial, causada pelo novo coronavírus. Depois de uma semana de quedas sucessivas, a moeda norte-americana terminou em valorização de 1,86%, a R$ 5,1855, no maior ganho porcentual desde 27 de março.

O real esteve entre as moedas de pior desempenho na sessão, afetado por expectativas crescentes de que o juro no Brasil ficará ainda mais baixo para ajudar a economia a se recuperar depois de uma contração prevista do PIB de cerca de 2%, conforme projeções contidas no relatório Focus do Banco Central.

Analistas do Goldman Sachs resumiram os temores de investidores: “ainda nos preocupamos que o custo econômico da recessão ditada pelo coronavírus pode superar em muito as expectativas do mercado”.

O Goldman considera que, no atual contexto, as estratégias consistem na busca de ativos de maior qualidade em detrimento dos mais vulneráveis a ciclos econômicos e numa rotação de emergentes para mercados desenvolvidos.

O Brasil é considerado grau especulativo pelas três principais agências de classificação de risco, com a Selic na mínima histórica e podendo cair mais. Esse combo reduz a capacidade do país de atrair investimentos que poderiam ajudar a baixar o dólar.

No cenário internacional, o corte recorde na produção de petróleo definido pela Opep e outros países produtores não conseguiu compensar preocupações mais amplas sobre a queda da demanda global pela commodity, devido à crise de saúde, o que minou o apetite por risco global.

 

Fonte.

Imagem: Mulher passa em frente a casa de câmbio em São Paulo (05.03.20)

Foto: Rahel Patrasso/Reuters

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