Dólar opera em alta ante real após 6 pregões consecutivos de perdas

O mercado internacional tem, até aqui, dia de aversão a riscos. Isso porque o governo norte-americano deve anunciar nesta quinta-feira (28) dados sobre o PIB do 1º trimestre no país.

Com isso, o dólar reverteu sua tendência de queda dos últimos dias e operava em alta nos primeiros negócios do dia. Às 09h14, a moeda americana avançava 0,74% ante o real, a R$ 5,3131.

O Banco Central anunciou para esta quinta-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos, em oferta distribuída entre os vencimentos setembro de 2020 e fevereiro de 2021.

Histórico

Na sessão de quarta-feira (27), o dólar comercial fechou em queda de 1,44%, cotado a R$ 5,282 na venda. É a menor cotação e também a primeira vez que a moeda volta para baixo dos R$ 5,30 desde 17 de abril, quando fechou valendo R$ 5,236 .

Foi o sexto pregão consecutivo de baixa, decorrente a um aumento do apetite por risco no exterior, com a reabertura de economias. A sequência de perdas acontece depois que o dólar ficou a poucos centavos de superar a marca histórica de R$ 6 em meados de maio, impulsionado por um ambiente de juros baixos e incertezas políticas e econômicas.

Segundo analistas, as esperanças de retomada das atividades nas principais economias, medidas massivas de estímulo no exterior e um alívio no clima político brasileiro nos últimos dias têm garantido a recuperação do real.

No entanto, a retomada das tensões políticas e comerciais entre os Estados Unidos e a China continuam no foco dos investidores, alertou Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, em nota.

A agitação social em Hong Kong, decorrente de uma legislação de segurança anunciada pela China, levou a ameaças de sanções por parte dos Estados Unidos, depois que, na terça-feira, um assessor econômico da Casa Branca disse que o presidente norte-americano, Donald Trump, está tão “irritado” com Pequim devido ao novo coronavírus que o acordo comercial entre os dois países não é mais tão importante para ele.

Por enquanto, “em que pese o ambiente de tensão entre as duas superpotências econômicas, predomina o bom humor de parte dos investidores internacionais”, escreveu Gomes da Silva.

*Com Reuters

Fonte.

Foto: Gary Cameron/Reuters

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