Dólar tem maior queda em seis semanas e Ibovespa fecha acima dos 104 mil pontos

O Ibovespa chegou a bater a marca dos 105 mil pontos nesta terça-feira (21), mas perdeu força ao longo do dia e fechou aos 104.309,74 pontos, caindo 0,11%.

Já o dólar teve sua maior queda em seis semanas. A desvalorização foi de 2,44% e a moeda americana agora vale R$ 5,21. Ao longo do dia, o preço do dólar chegou a R$ 5,17.

Hoje, o real liderou os ganhos nos mercados globais de câmbio em dia de fraqueza generalizada da moeda norte-americana à medida que investidores se apegaram a expectativas de mais estímulos em meio a esperanças sobre vacinas para o Covid-19.

A percepção de retomada da agenda de reformas no Brasil contribuiu para o rali da taxa de câmbio.

A moeda americana já havia recuado 0,75% na segunda-feira (20). Os investidores voltaram a ter apetite por risco devido às esperanças sobre uma vacina contra a Covid-19 e a entrega da reforma tributária.

A principal pauta do mercado financeiro no Brasil foi a entrega da Reforma Tributária. Hoje, o governo federal entregou a primeira parte de sua proposta ao Congresso Nacional.

A proposta prevê a criação da Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), unificando em um único tributo sobre bens e serviços o PIS e Cofins, que serão extintos. A alíquota geral do novo imposto seria de 12%.

Destaques

A Vale recuou 1,81%, a R$ 59,70, com dados de produção abaixo do esperado no segundo trimestre e analistas levantando dúvidas sobre a capacidade da companhia atingir a meta de produção de minério de ferro em 2020.

Já a Via Varejo recuou 2,6%, a R$ 20,62, revertendo ganhos do começo da sessão, quando renovou máxima histórica intradia, a R$ 22,36 e em alta de 5,6%. O movimento ocorreu depois que a empresa divulgou no Twitter dados sobre vendas online.

No setor, Magazine Luiza cedeu 3,10% e B2W perdeu 0,34%, também após registrarem máximas intradias, a R$ 89,50 e R$ 123,26 reais, respectivamente.

As ações da Qualicorp caiu 6,41%, com o ex-presidente da companhia, José Seripieri Filho, o Júnior, entre os avlos de operação da Polícia Federal e do Ministério Público Eleitoral de São Paulo sobre suposto uso de caixa dois pelo senador José Serra em campanha de 2014.

Já a Petrobras avançou 2,77%, tendo de pano de fundo forte alta dos preços do petróleo no exterior. A companhia também reporta ainda nesta terça-feira dados de produção e vendas do segundo trimestre.

Lá fora

O S&P 500 fechou em leve alta nesta terça-feira, com investidores migrando para as economicamente sensíveis ações cíclicas, otimistas de que Washington oferecerá uma nova rodada de estímulos para sustentar a recuperação econômica dos Estados Unidos de uma recessão na esteira da pandemia.

As ações dos setores financeiro, industrial e de energia proporcionaram os maiores impulsos aos índices S&P 500 e Dow Jones. Um recuo das ações de tecnologia pesou sobre o Nasdaq.

O S&P 500 cresceu 0,16%, a 3.257 pontos. O Dow Jones ganhou 0,6%, a 26.840 pontos. Já o Nasdaq teve queda de 1,09%, fechando a 10.833 pontos.

As ações europeias fecharam em máximas em quatro meses e meio nesta terça-feira, com o índice DAX da Alemanha apagando quase todas as suas perdas do ano depois de líderes da UE concordarem com um histórico pacote de estímulo para revitalizar as economias do bloco diante da crise do coronavírus.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,31%, a 1.468 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,32%, a 377 pontos.

O índice de referência chegou a saltar 1,3% no dia, para uma máxima desde o começo de março, assim como um índice de blue-chip da zona do euro, que teve alta de 0,5%.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,96%, a 13.171,83 pontos.

Já as bolsas asiáticas fecharam o dia em alta, com o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançando 0,23%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,2%, tendo ganhado 3,1% na sessão anterior.

*Com informações da Reuters

 

Fonte.

Imagem:Akhtar Soomro

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